
“Ilhéus amanheceu com a Polícia Federal na porta da Prefeitura.”
E quando isso acontece… não é apenas um prédio público que entra no centro das atenções.
É o nome da cidade inteira que volta a circular nos noticiários nacionais.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira uma operação para investigar supostas irregularidades em contratos da merenda escolar de Ilhéus, avaliados em mais de R$ 15 milhões. Mandados foram cumpridos em Ilhéus, Camaçari, Lauro de Freitas e Itagimirim.
Segundo as investigações, existem suspeitas de direcionamento de contratação, conluio entre empresas e superfaturamento em itens alimentícios comprados pela Prefeitura. A estimativa de sobrepreço ultrapassa R$ 1,7 milhão.
E aí fica a pergunta que dói:
Como explicar merenda escolar mais cara que preço de supermercado… em uma compra feita em larga escala?
A operação também teve desdobramentos em Camaçari, onde empresários ligados ao caso foram alvo das ações da PF.
A Prefeitura de Ilhéus afirmou, em nota, que atua dentro da legalidade, classificou a denúncia como política e declarou que está colaborando com as autoridades, enviando documentos e esclarecimentos.
Mas independente de lado político, existe algo que precisa ser dito:
Toda vez que a Polícia Federal bate na porta de uma prefeitura, quem perde primeiro é a confiança da população.
Porque o povo não quer viver de operação.
O povo quer viver de solução.
Ilhéus já apareceu demais em manchetes policiais.
O que a cidade precisa agora é voltar a ser notícia pelo turismo, pela cultura, pela geração de emprego e pela força do seu povo.
Porque uma cidade do tamanho da história de Ilhéus não merece viver refém de escândalos.


